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| Vá
direto para as fotos |
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| Congresso
sobre qualidade do ar contribui para qualificação da gestão
ambiental |
| Janaína
Silveira - Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Canoas |
O
III Congresso Interamericano de Qualidade do Ar, realizado na Universidade
Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, terminou nesta sexta-feira apontando
o incremento de pesquisas e de discussões sobre o tema como os
caminhos para barrar a poluição do ar e suas conseqüências.
O evento, realizado entre 23 e 25 de julho, foi promovido pela Associação
Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (Aidis) e a
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
(Abes). A prefeitura e a Ulbra apoiaram a realização.
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O
vice-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Holhfeldt, participou
da cerimônia de encerramento, junto a autoridades locais e congressitas.
Holhfeldt agradeceu a realização do encontro no Rio Grande
do Sul e destacou o trabalho das entidades promotoras. “Seria impossível
garantir este sucesso não fosse também o empenho da administração
municipal de Canoas e da universidade”, completou. O vice-governador
salientou a necessidade da aliança entre tecnologia e qualidade,
a fim de conquistar avanços, sem prejudicar o ambiente. “O
governo estadual está sensível a aspectos fundamentais da
vida. Discutimos o ar aqui em Canoas. Agora, nos preparamos para receber
o Fórum Internacional das Águas em Porto Alegre, no mês
de outubro”, disse.
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Durante
três dias, especialistas e pesquisadores do Brasil e do Exterior
se reuniram em Canoas para tratar do problema “mais homogeneamente
distribuído no mundo”, segundo palavras do presidente da
Aidis, Horst Otterstetter. Saúde e desenvolvimento foram as preocupações-chave
presentes nos 12 painéis, que reuniram debates acerca de saúde
do trabalhador, poluição em ambientes internos e externos,
emissão de gases poluentes e adoção de tecnologias
para geração de energia alternativa sustentável,
as chamadas tecnologias limpas, entre outras abordagens.
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Para
o coordenador do congresso, também diretor-geral da Secretaria
de Preservação Ambiental (Sempa) de Canoas, Isaac Zilberman,
o número de participantes indica o sucesso da edição
gaúcha do congresso: “Foram 550 participantes efetivos, entre
expositores, técnicos e imprensa. A transcendência do tema
ar se traduz na gama de profissionais e assuntos abordados”, comemorou.
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O
congresso, primeiro realizado no Brasil sobre qualidade do ar, terminou
com a palestra da diretora de Energias Renováveis do Ministério
de Minas e Energia, Laura Porto, denominada O Programa de Incentivo às
Fontes Alternativas de Energia Elétrica – Proinfa –
e a sua Contribuição na Melhoria da Qualidade do Ar. Laura
é engenheira eletricista pela Universidade Federal da Bahia (UFBA)
e possui especialização pelo Deutsches Windenergie Institut
(Dewi) da Alemanha. O moderador foi Éberson José Thimmig
Silveira, da Secretaria Estadual de Energia, Minas e Comunicações.
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Segundo
Laura, o governo brasileiro pretende implantar a primeira fase do Proinfa
até 2006. O programa prevê a adoção de energias
alternativas sustentáveis, priorizando aspectos regionais. "No
Rio Grande do Sul, serão adotadas energia eólica e a obtida
com a casca do arroz", exemplificou. Em todo o país, o Proinfa
vai trabalhar ainda com pequenas centrais hidroelétricas e a biomassa,
como os resíduos de arroz e de madeira, biogás e cana de
açúcar.
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Além
de promover desenvolvimento sustentável, a discussão acerca
do ar e sua complexidade ganha importância a partir de números
divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS),
revelando os malefícios da poluição do ar para o
homem. Documento relativo a 2000, aponta que 3 milhões de pessoas
morreram em decorrência da má qualidade do ar, número
superior aos óbitos registrados entre portadores de HIV no mesmo
ano: 2,7 milhões. Naquele ano, diz a OMS, foram registradas 56
milhões de mortes no mundo.
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O
Congresso Interamericano do Ar ocorre a cada dois anos. A próxima
edição será em 2004, e a sede deverá ser Buenos
Aires, na Argentina.
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| Vice-governador
participa do encerramento do III Congresso da Qualidade do Ar |
| Janaína
Silveira - Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Canoas |
O
vice-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Hohlfeldt, participa
nesta sexta-feira, 25, às 16h30min, da cerimônia de encerramento
do III Congresso Interamericano de Qualidade do Ar. O evento reúne
cerca de 450 pessoas, entre especialistas, pesquisadores e técnicos
do setor do Brasil e do Exterior no prédio 14 da Universidade Luterana
do Brasil (Ulbra), na Rua Miguel Tostes, 101, bairro São Luís,
em Canoas. Durante três dias, a programação contou
com a apresentação de 12 painéis e de 122 trabalhos
técnicos.
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O
Congresso é uma promoção da Associação
Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (Aidis) e da
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
(Abes), seção Rio Grande do Sul.
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A
palestra de encerramento será proferida pela diretora de Energias
Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Laura Porto,
cujo título é O Programa de Incentivo às Fontes Alternativas
de Energia Elétrica – Proinfa – e a sua Contribuição
na Melhoria da Qualidade do Ar. Laura é engenheira eletricista
pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e possui especialização
pelo Deutsches Windenergie Institut (Dewi) da Alemanha. O moderador da
palestra será Éberson José Thimmig Silveira, da Secretaria
Estadual de Energia, Minas e Comunicações.
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| Legislação
sobre emissão de gases pauta primeira mesa redonda desta quinta |
| Janaína
Silveira - Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Canoas |
O
Rio Grande do Sul é o terceiro Estado brasileiro em frota de veículos,
com cerca de 3,5 milhões de unidades cadastradas no Departamento
de Trânsito (Detran-RS). O número indica a importância
da discussão sobre Veículos Automotores e Qualidade do Ar,
tema da primeira mesa redonda realizada nesta quinta-feira, 24 de julho,
no III Congresso Interamericano de Qualidade do Ar, em Canoas. O debate
teve a coordenação da gerente-executiva do Instituto Brasileiro
de Meio Ambiente e Recursos Naturais Não Renováveis (Ibama)
no Rio Grande do Sul, Cecília Hypolito.
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O
diretor da Divisão Interamericana de Qualidade do Ar da Associação
Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental (Aidis), o porto-riquenho
Miguel Méndez, trouxe ao Brasil a experiência de seu país,
onde vivem 4 milhões de pessoas e que concentra grande frota de
veículos. Segundo ele, a poluição causada pela queima
de combustíveis pode ser amenizada com a adoção de
combustíveis menos poluentes e de mecanismos adaptados aos veículos,
como catalisadores.
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O
diretor do Detran-RS, João Batista Hoffmeister, reforçou
a importância de uma legislação eficaz no controle
da condição dos veículos que trafegam no Brasil.
“No dia 15 de agosto, uma audiência pública em Porto
Alegre discutirá a implantação da Inspeção
Técnica Veicular (ITV) no país. Outras cinco cidades também
serão sede desta discussão”, disse Hoffmeister.
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A
inspeção, prevista no Código de Trânsito Brasileiro
(CTB), vai atestar as condições dos veículos. Serão
avaliados, por exemplo, a presença de catalisador e a emissão
de gases poluentes e ruído, segundo critérios do Conselho
Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Em Porto Alegre, há
perto de 600 mil veículos, média de um três habitantes.
É um número alto, que contribui para a poluição
do ar”, avalia Hoffmeister. Segundo ele, o custo da ITV, que deverá
ser anual, se equipara ao valor gasto para se encher o tanque de combustível
do veículo.
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Canoas,
sede do evento, vive dia-a-dia os efeitos da emissão de gases poluentes
em razão do tráfego pesado no trecho da BR-116 que liga
a cidade a Porto Alegre. “É o segundo trecho em movimento
no Brasil, por onde circula uma média diária de cem mil
carros”, afirma o prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti. Médico,
o prefeito aposta em esforços para reduzir efeitos nocivos causados
pela circulação de veículos. “Números
da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que,
das 56 milhões de mortes registradas no mundo em 2000, 3 milhões
foram em decorrência da má qualidade do ar. Temos de atacar
de frente o que já é um grave problema de saúde”,
disse Ronchetti, ao se referir a dados apresentados pelo presidente da
Aidis, Horst Otterstetter, durante a abertura do congresso, na manhã
de quarta-feira.
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O
Congresso Interamericano de Qualidade do Ar se estende até esta
sexta-feira. São 12 painéis reunindo especialistas de 10
países e pesquisadores em 122 apresentações de trabalhos
técnicos. Esta é a primeira vez que o congresso ocorre em
uma cidade sul-americana – as edições anteriores foram
em Porto Rico – e a primeira vez que o tema é debatido no
Brasil. O congresso é uma realização da Aidis e da
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental
(Abes) e tem o apoio da Ulbra e da prefeitura de Canoas.
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| Programa
para habitações saudáveis reduz riscos ambientais |
| Lena Annes e Sílvia
Marcuzzo |
A
relação do homem com seu ambiente é uma premissa
básica para se viver em uma habitação saudável.
Essa relação agrega conceitos de saneamento, qualidade do
ar, dos materiais que são utilizados na sua confecção
desta habitação e cuidados com a saúde e meio ambiente.
De forma resumida esses condicionantes formam uma espécie de cartilha
básica da Rede Interamericana de Habitação Saudável,
criada em 1995 pela Organização Panamericana de Saúde
(OPAS).
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O
assunto esteve na pauta do dia, no programa oficial do III Congresso Interamericano
de Qualidade do Ar, que prossegue até amanhã, na Ulbra,
em Canoas.
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Além
de moderar a palestra Qualidade do Ar: moradias saudáveis
e edifícios doentes, a arquiteta, mestre em Saúde
Pública e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz,
Simone Cynamon Cohen coordenou uma reunião paralela com o objetivo
de estruturar a região Sul à Rede Brasileira de Habitação
Saudável. Hoje, já estão estruturadas as regionais
Norte e Sudeste.
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Início
- “A rede é uma ferramenta para operacionalização
da política de promoção de saúde no âmbito
da habitação”, enfatiza Simone. O projeto surgiu em
1987, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS)
lançou a política de habitação saudável
como ferramenta de promoção de saúde e que reunia
o Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Búfalo
(Nova Iorque), a Organização Panamericana de Saúde
(OPAS) de Washington e o Instituto Nacional de Epidemiologia de Havana
(Cuba). Hoje, 16 países participam do projeto. Em primeiro lugar,
os técnicos realizam diversas pesquisas de campo para avaliar a
situação habitacional de uma região.Unindo dados
de saúde pública do país ou região, criam-se
diretrizes que serão encaminhadas aos órgãos públicos
diretamente envolvidos (ministérios e secretarias de saúde,
desenvolvimento, habitação, etc).
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Déficit
no Brasil - No país, a situação é
bastante complexa, não só pelas suas dimensões, mas
também pelas suas características regionais. “Além
do déficit habitacional – as moradias são insuficientes
e inadequadas – existem agravantes”, explica a pesquisadora
Simone Cohen. Além de pequenas para o número de pessoas
que nelas habitam, muitas sub-habitações estão localizadas
em áreas de riscos, e sem unidades sanitárias. “Isso
gera um problema sério, pois hoje ainda trabalhamos na erradicação
de doenças parasitárias”, acrescenta.
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Estas
diferenças regionais devem ser levadas em consideração
na hora da pesquisa, bem como as relações humanas com o
meio ambiente (escola, hospital, trabalho) e aos fatores considerados
de risco: iluminação, falta de condicionamento do ar e outros
riscos à saúde presentes na habitação e seu
entorno. “Precisamos criar políticas públicas saudáveis
a partir de espaços saudáveis que eliminem o stress humano”,
explica Cohen.
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Parcerias
- A rede de habitação saudável não
descarta parceiros nesta tarefa e destaca a interface com o setor público,
e o setor privado através das ONGs. No momento, os técnicos
do programa estão elaborando cartilhas que serão utilizadas
nos programas de informação na área de enfermagem
do Sistema Único de Saúde (SUS). O conceito de habitações
saudáveis inclui parcerias com estados e municípios e já
foi apresentado ao Ministério da Saúde. As cartilhas educativas
que servirão de base nas relações com as comunidade
incluem informações que o agente comunitário pode
trabalhar sistematicamente com a população. Por exemplo,
como evitar riscos de incêndio das ligações elétricas
clandestinas (gatos) e manter ralos cobertos para evitar a circulação
de insetos, bem como manter limpas das caixas de água.
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A
receptividade do Ministério da Saúde que pediu a concretização
de alguns projetos-piloto,é boa e já estão sendo
desenvolvidos três protótipos no Rio de Janeiro em áreas
de diversidade geográfica: em Manguinhos (área de mangue);
nas favelas que abrangem o Complexo do Alemão (áreas com
forte aclive) e na área rural, em Campo Alegre e Nova Iguaçu.
O resultado destas experiências servirá de base para a adoção
destas políticas pelo SUS.
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Exemplos
bem sucedidos destas políticas já foram aplicados e premiados
como o realizado nas comunidades de Mandela de Pedra e Complexo de Maguinhos,
ambos no Rio de Janeiro (2002), e melhorias nas práticas de saúde
e saneamento junto à nação indígena de Munduruku,
em Jacareacanga, no Pará, em 2002.
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“Qualidade
de vida é um sistema complexo, mas dentro de um modelo de políticas
públicas saudáveis podemos ter um enfoque para desenvolver
ações de saúde preventiva”, argumenta a pesquisadora
Simone Cohen. Ela acrescenta que qualquer pessoa pode saber mais sobre
esse trabalho e se filiar à rede através do site www.ensp.fiocruz.br/rbhs/.
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| Vigilância
ambiental cuidará da qualidade do ar no País |
| Jornalista Silvia
Marcuzzo - silvia@ecoagencia.com.br
Jornalista da ecoagencia (http://www.ecoagencia.com.br) |
A
Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde, ligada ao Ministério
da Saúde, está implementando um programa que visa envolver
toda sociedade brasileira para melhorar a qualidade do ar. A iniciativa
vai começar nos grandes centros, onde há problemas mais
sérios de qualidade do ar. Conforme o coordenador geral de Vigilância
Ambiental em Saúde, Cícero Dedice de Góes Jr, a idéia
é mobilizar as autoridades locais, municipais e estaduais para
os problemas de saúde pública provocados pela má
qualidade do ar.
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Góes
coordenou uma das sessões de apresentação de trabalho
técnico no III Congresso Interamericano de Qualidade do Ar, que
ocorre até esta sexta-feira no prédio 14 da Universidade
Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas.
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Góes
explica que o novo programa, com apenas dois anos, “ é uma
conseqüência da Agenda 21”, é coordenado pelo
Ministério da Saúde, mas com a participação
de um grupo interdisciplinar de profissionais de diversas outras pastas,
como Ministério do Meio Ambiente, órgãos estaduais,
municipais e universidades. O Governo Federal assessora e até financia,
mas os estados e municípios são que executam. Um comitê
técnico assessor foi formado para auxiliar as atividades.
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Ele
conta que entre as formas de estruturar o programa, está a sensibilização
dos gestores locais, como prefeitos, secretários e lideranças
comunitárias, para que ajudem na mobilização da população.
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Outro
aspecto importante é a organização dos dados relacionando
saúde e meio ambiente. Hoje não existe um controle, nem
nos Centros de Informações Toxicológicas, que conecte
poluição atmosférica com doenças respiratórias
e ainda dê informações para o público de como
proceder diante de uma intoxicação. Góes esclarece
que os hospitais e centros de saúde terão que fazer um levantamento,
através de uma ficha, apontando os casos de mortalidade e morbidade.
“A melhor forma de combate é a prevenção”,
adverte.
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O
programa-piloto começará em áreas onde potencialmente
há problemas devido a maior concentração de poluentes.
São elas: Araucária, no Paraná, Grande São
Paulo, Volta Redonda, no Rio de Janeiro, Vitória, no Espírito
Santo e Camaçari, na Bahia. No Rio Grande do Sul ainda não
está definido se o programa vai atingir Candiota ou Porto Alegre.
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O
consultor da Organização Panamericana de Saúde, o
médico epidemiologista José Escamilla, acredita que o modelo
proposto para combater a complexidade do problema é muito original.
“Não conheço outro igual”, acrescenta, dizendo
que no Chile e no México, países que sofrem muito com a
poluição atmosférica, não tem um sistema descentralizado
como este do Brasil. “Nosso modelo segue a lógica do Sistema
Único de Saúde”, aponta Góes.
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O
consultor da OPAS lembra ainda que tratar da água é mais
fácil que do ar, pois os poluentes podem ter longa duração
e também ultrapassam qualquer fronteira. Um ponto que ele considera
bom para o Brasil é que os parques industriais não ficam
em uma mesma região, encontram-se espalhados pelo país.
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| Discussão
sobre veículos automotores e qualidade do ar abre congresso em Canoas
nesta quinta |
O
III Congresso Interamericano de Qualidade do Ar, realizado até
esta sexta-feira em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre,
trará à baila a questão dos veículos automotores
e a qualidade do ar. O tema é título da primeira palestra
do dia, que ocorre a partir das 10h30min, com o vice-presidente do Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Não Renováveis
(Ibama), Nilvo Alves da Silva. O evento ocorre no prédio 14 da
Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), localizada na Rua Miguel Tostes,
101, bairro São Luís.
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A
questão importa particularmente a Canoas, recortada pela BR-116
justamente no trecho de maior movimento da rodovia: são 11 quilômetros
até Porto Alegre com um fluxo diário médio de 100
mil veículos – segundo dados da Polícia Rodoviária
Federal (PRF).
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O
tráfego é o segundo mais pesado do país. Os palestrantes
desta quinta-feira são Miguel Méndez, Manuel Aguilar e João
Batista Hoffmeister. A BR-116 também é tema do trabalho
técnico a ser apresentado às 8h30min desta quinta-feira,
na sala 305 do prédio 14.
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À
tarde, seguem os painéis Qualidade do Ar e Saúde Pública,
O Estado da Arte no Controle da Qualidade do Ar nas Indústrias
e Qualidade do Ar: Moradias Saudáveis e Edifícios Doentes.
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No
saguão do prédio 14, entidades e empresas parceiras mantêm
estandes com produtos e serviços voltados à qualidade do
ar. Unidades móveis de monitoramento qualidade do ar estão
estacionadas em frente ao local.
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| Congresso
Interamericano da Qualidade do Ar começa em Canoas |
| Janaína
Silveira |
| Assessoria de
Imprensa da Prefeitura de Canoas |
A
problemática da qualidade do ar e suas implicações
quanto ao desenvolvimento e à saúde humana foram os principais
temas abordados durante a abertura do III Congresso Interamericano de
Qualidade do Ar, que começou na manhã desta quarta-feira
na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas.
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A
abertura oficial do evento contou com a presença do secretário
executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone,
do secretário estadual do Meio Ambiente, José Alberto Wenzel
– que representou o governador gaúcho, Germano Rigotto –,
do prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti, do presidente da Associação
Interamericana de Engenharia Ambiental e Sanitária (Aidis), Horst
Otterstetter, do coordenador do evento, Isaac Zilberman, da presidente
da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária
e Ambiental (Abes) – seção Rio Grande do Sul -, Maria
Lucia Coelho Silva, do pró-reitor de Pós Graduação
e Pesquisa da Ulbra, Edmundo Kanan, entre outras autoridades. O vereador
de Canoas Vitor Oldoni (PT) representou o legislativo municipal no evento.
O deputado estadual gaúcho Edson Portilho (PT), integrante da Comissão
de Saúde e Meio Ambiente da Assembléia Legisltativa, também
estava presente.
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Zilberman
deu boas-vindas a todos os participantes, que terão três
dias de debates em 12 painéis e mais de uma centena de trabalhos
técnicos sobre qualidade do ar.
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A
importância do tema foi salientada pelo presidente da Aidis, ao
mostrar números de um relatório publicado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), relativos a 2000. Segundo o documento,
diz Otterstetter, no ano 2000, 56 milhões de pessoas morreram.
Deste total, 3 milhões de mortes ocorreram em razão da exposição
a material particulado – poluição do ar. “O
ar é o problema mais homogeneamente distribuído que temos”,
afirmou. Para ele, o tema precisa ser discutido, a fim de garantir desenvolvimento
e saúde para a população.
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Ronchetti,
que é médico, salientou a importância da discussão
em um município como Canoas, que concentra um forte pólo
industrial e tem a segunda maior movimentação de veículos
do país, no trecho da BR-116 que liga a cidade a Porto Alegre.
Para o prefeito, a criação da Secretaria Municipal de Preservação
Ambiental (Sempa), ocorrida em 2001, já demonstra preocupação
da atual administração com o ambiente. O prefeito desejou
sucesso durante os três dias de debate acerca da qualidade do ar.
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Às
9h, ocorreu o primeiro painel do dia. O engenheiro argentino Educardo
Ortíz e o porto-riquenho Carl-Axel Soderberg discutiram o “Ar
em Ambientes Públicos Fechados”. Logo depois da cerimônia
de abertura, o tema da mesa redonda foi Políticas de Qualidade
do Ar em Países em Desenvolvimento, com a participação
de Langone e Otterstetter.
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| Langone
destaca integração latino-americana em Canoas |
O
secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio
Langone, que representou a titular da pasta, Marina Silva, acredita que
a realização do III Congresso Interamericano de Qualidade
do Ar em Canoas reflete a postura do governo brasileiro, de forte relação
com países das Américas. “O Brasil tem prestado apoio
a estes países, inclusive em políticas sobre desenvolvimento”,
disse.
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Para
Langone, a qualidade do ar está no centro das discussões
nacionais acerca do desenvolvimento, mas, reforça: “o tema
tem de ser discutido também nos âmbitos estadual e municipal”.
“Os modelos energético e de transporte determinam fatores
ambientais”, afirmou, ao dizer que o Rio Grande do Sul é
modelo para o país. “Além de contarmos com o programa
Ar do Sul, de monitoramento da qualidade do ar, fizemos aqui trabalhos
conjuntos entre a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e de Minas,
Energia e Telecomunicações”. Langone afirma que o
resultado foi inexistência de apagão e de disputas judiciais
envolvendo hidrelétricas no Estado e a adoção de
uma estratégia voltada a bacias atmosféricas e hídricas
– lembrando casos como as hidrelétricas construídas
ao longo do Rio das Antas, na serra gaúcha, e a elaboração
de projeto para explorar o potencial eólico do Estado.
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Agora,
assegura o ministro substituto, o exemplo gaúcho pode ser adotado
em nível nacional. Vale lembrar que Langone era o titular da Sema,
e a atual ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, capitaneava a pasta
correspondente na administração estadual anterior. “Em
breve, os ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia apresentarão
uma agenda conjunta para o país”, adiantou Langone.
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“Ações
consistentes, como diminuir o índice de enxofre no óleo
diesel ou de chumbo na gasolina, têm resultado. Não vale
apenas adotar medição da qualidade do ar, sem pensar em
alternativas para o problema”, concluiu o ministro substituto.
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Langone
veio a Canoas representando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,
que participa de um encontro em Mato Grosso com sojicultores, madeireiros
e o Conselho de Desenvolvimento da Amazônia (Codam). Ele participou
da abertura do evento e da primeira mesa redonda, da qual foi palestrante.
“Estou viajando ainda nesta tarde para São Paulo”,
disse.
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| Democracia
criou nova legislação ambiental para Chile |
| Lena Annes e Silvia
Marcuzzo para Ecoagencia Silvia@ecoagencia.com.br |
Há
pouco mais de 10 anos, o Chile não possuía uma legislação
ambiental eficiente, apesar do estado crítico do ar registrado
na capital Santiago e das emissões atmosféricas registradas
com a exploração de minérios, uma das principais
atividades econômicas do país. De lá para cá
muita coisa mudou. O principal motivo foi “a vontade política
do governo democrático”, conforme afirma o engenheiro civil
chileno Jaime Solari, presidente da SGA, consultora ambiental para o Desenvolvimento
Sustentável. Ele foi uma dos palestrantes oficiais da tarde desta
quarta-feira (23/07), durante o III Congresso Interamericano de Qualidade
do Ar, que acontece na Ulbra.
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Solari
falou sobre os avanços da descontaminação do ar no
Chile, a situação atual e perspectivas. Ele fez uma avaliação
favorável devido à elaboração em 1994 da nova
legislação ambiental (Ley Geral de Medio Ambiente). “Acho
que fomos um dos últimos países do mundo a adotar uma legislação
ambiental moderna, o positivo neste fato é que adotamos uma série
de avanços conquistados por outros países, inclusive pelo
Brasil”, afirma Jaime Solari.
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Além
da nova legislação ambiental foram adotadas outras medidas
de controle da poluição como a retirada do chumbo da gasolina
e a elaboração de um diagnóstico da qualidade do
ar em Santiago, onde havia uma precária rede de controle e ausência
total de fiscalização. Também foram adotados no país
novos padrões de emissões atmosféricas.
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Embora
destaque fatos positivos como a implantação de 30 redes
privadas de monitoramento do ar para uma população de 15
milhões de habitantes, o consultor ambiental Jaime Solari reconhece
que a construção de termelétricas no país
(estão previstas 10 novas centrais até 2010) gerou o aumento
de alguns padrões de emissão. “Conseguimos reduzir
o padrão de SO² (Dióxido de Enxofre) nos últimos
10 anos, mas a construção de termelétricas gerou
um aumento nestes padrões”. Apesar disso, o técnico
salienta que “a legislação ambiental está sendo
cumprida”.
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| Mais informações
sobre a cobertura do evento poderão acessadas no endereço
http://www.ecoagencia.com.br |
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| Assessoria
de Imprensa – ABES/RS |
Av. Julio de Castilhos,
440, sala 42 – CEP: 90030-130 – Porto Alegre.
Fone: (51) 3212 1375.
E-mail: imprensa@abes-rs.org.br
ou abes-rs@abes-rs.org.br
Website: www.abes-rs.org.br |
| Contatos: |
Jorn. Maria de Lourdes
Wolff - Diretora de Comunicação Social da ABES/RS (Cel.
99714987)
Jorn. Suelena Josino (Cel. 91389801) |
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