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Expansão do saneamento básico no RS: a marca dos 50 anos da Corsan

Relação : CICLO DE PALESTRAS 2014 - SANEAMENTO E AMBIENTE: ENCONTROS DA ENGENHARIA PARCERIA ABES-RS E SENGE-RS ,SANEAMENTO E AMBIENTE: ENCONTROS DA ENGENHARIA PARCERIA ABES-RS E SENGE-RS

28/03/2016

Companhia amplia investimentos na manutenção do acesso à água tratada e elevação do atendimento ao esgoto coletado e tratado

No início da década de 60 do século passado, o saneamento básico era atendido, no Brasil, exclusivamente pelos municípios, com apoio dos estados. As cidades brasileiras tinham cerca de 50% dos seus habitantes com água tratada. Em 1965, o Rio Grande do Sul deu um passo decisivo para mudar esta situação, buscando elevar os índices de atendimento com água tratada para as populações urbanas, idealizando uma companhia estadual de economia mista, dando origem, em 28 de março de 1966, a Corsan. Quando nasceu, a empresa encontrou um estado com cerca de 6,7 milhões de habitantes, sendo 3,2 milhões população urbana. Um contigente de 112 municípios contava com serviço de abastecimento, mas apenas 64 apresentavam tratamento clássico completo, o equivalente a 48,2% do total. E somente 19 sedes municipais eram beneficiárias de rede de esgoto sanitário.

A partir do modelo implantado pelos gaúchos, o Governo Federal institui, na década de 1970, o Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), o que viabilizou, até 1985, a universalização do sistema de abastecimento de água, com recursos do BNH. Com a extinção do PLANASA, em 1985, o saneamento passou a ter como agente financeiro a Caixa Econômica Federal e os municípios também passaram a ser tomadores de recursos financiados para os seus sistemas municipais.

A década de 1990 marca o crescimento da preocupação com o esgotamento sanitário, necessidade premente dos municípios, especialmente os urbanos, com o foco de implementar os sistemas de coleta, tratamento e destino final de esgotos sanitários, a fim de ampliar o controle de doenças e outros agravos provocados pela veiculação hídrica. Em 2007, é sancionada a Lei 11.445/07, que trata das diretrizes nacionais para o saneamento básico, como a adequação dos contratos à legislação vigente e obrigação dos municípios de elaborar seus Planos Municipais de Saneamento Básico.

Ao completar 50 anos de exitosa atuação junto à população gaúcha, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), define, em seu planejamento estratégico, investimentos na manutenção da universalização do acesso à água tratada, hoje disponível a mais de 99% da população urbana, e elevação do atendimento ao esgoto coletado e tratado para 30%.

De acordo com o presidente da Corsan, Flávio Ferreira Presser, a expansão dos serviços de esgotamento sanitário é importante, pois há muito por fazer nesta área.

- Porém, é importante ressaltar que a população deve tomar consciência dos benefícios da existência de sistemas de coleta e tratamento de esgotos, que resultam em melhorias ambientais imediatas. Na região metropolitana de Porto Alegre temos 60 mil ligações factíveis de esgotos, de residências onde há rede coletora nas vias, mas as pessoas não se ligam para fugir da tarifa. O resultado disso é a contaminação da natureza – alerta o dirigente.

Flávio Presser enfatiza que a Corsan vai seguir levando saúde, bem-estar e desenvolvimento para centenas de municípios e milhões de gaúchos, colocando em prática seu plano de investimentos de R$ 2,8 bilhões, dos quais quase 40% já foram executados, e R$ 500 milhões estão previstos para serem licitados em 2016.

A Abes-RS trabalha em prol do desenvolvimento na área de saneamento ambiental e se orgulha dos feitos realizados pela Corsan até hoje prestando sua homenagem aos 50 anos de história, que são comemorados neste 28 de março.