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Reunião Almoço faz balanço de ações em 2014 e projeta ano de 2015 no Saneamento

18/12/2014

Uma Reunião Almoço promovida pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental - Seção Rio Grande do Sul (Abes-RS) com apoio da CORSAN e do DMAE, na Federasul, em Porto Alegre, fez o balanço do ano de 2014 e perspectivas para o ano de 2015. Uma das conquistas mais importantes é que após muitos anos, o país voltou a pensar estrategicamente o saneamento e conta com um plano nacional para orientar as ações.

A falta de clareza na destinação e distribuição dos recursos na área do saneamento foi um dos principais problemas do Plano Nacional de Saneamento Básico apontados pelo presidente nacional da Abes.

- Não está clara qual a fonte de recursos e como você vai dar melhor condição básica para os operadores efetuarem seus serviços. É uma grande preocupação. É preciso aprofundar estudos climatológicos e mudar a forma de fazer planejamento. O problema em São Paulo foi um aprendizado de que esse tema não é brincadeira. Não sabemos o quanto o desmatamento e alterações no meio ambiente estão influenciando isso, mas é preciso planejar de forma diferente – afirmou o presidente da Abes, Dante Ragazzi Pauli.

O presidente da Abes-RS, Darci Campani, abriu o encontro fazendo um resumo das ações que a entidade realizou ao longo do ano de 2014. Além da atuação das Câmaras Temáticas, a entidade promoveu diversos encontros de capacitação e o Simpósio Internacional de Qualidade Ambiental, realizado em maio que trouxe importantes autoridades nacionais e internacionais da área.

O presidente nacional da Abes, Dante Ragazzi Pauli, fez elogios ao trabalho desenvolvido na seccional Rio Grande do Sul pela intensa atuação no setor e ressaltou o cenário preocupante que existe no Brasil, no abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem.

- Hoje, somente 8% dos municípios arrecadam mais do que gastam. O que mostra a dificuldade estrutural das cidades. A maioria não possui planos de saneamento e não contam com recursos humanos suficientes na área. Eu considero isto a base de tudo. A primeira ação é investir em pessoas para melhorar o saneamento do Brasil – afirmou

A necessidade de investimentos na redução das perdas de água também foi lembrada pelo palestrante. Atualmente a média no Brasil do índice de perdas de água é de aproximadamente 40%.

- Temos que ter esse como um grande indicador de eficiência. Existem bons exemplos que estão fazendo as perdas caírem e é preciso que isso se propague pelo país – completou Dante.

O encontro foi realizado na quarta-feira (17/12) na sede da Federasul, em Porto Alegre.