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Uma nova realidade no cuidado com a água

18/03/2015

Um cenário complexo que precisa contar não só com recursos financeiros, mas adoção de novas tecnologias, criatividade e conscientização da população. O conceito principal é dividido em duas grandes áreas que passam por poder público e população: abastecimento e consumo consciente.

- O Marco Regulatório do Saneamento obrigou as empresas de saneamento e prefeituras a viverem uma nova realidade. Os conceitos passaram a ser integrados. A drenagem e manejo de águas pluviais e a limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos passaram a fazer parte desse cenário – lembrou o c coordenador do Programa Especial de Gestão de Perda e Sustentabilidade da CORSAN e diretor da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental do Rio Grande do Sul (Abes-RS), Ricardo Rover Machado.

O tema foi trazido em uma série de palestras realizadas no auditório do Banrisul na manhã desta quarta-feira (18/03) em comemoração à Semana da Água. O palestrante lembrou que nunca houve tanto investimento na área de saneamento no Brasil, mas ainda assim há muitos problemas com as chamadas perdas que possuem um índice de 37% no Brasil, média semelhante a encontrada no Rio Grande do Sul. Desse montante, em centros urbanos, quase 40% são causados por ligações clandestinas.

- Redes antigas acabam vazando e não resistem a pressão e trazem grandes perdas. Além disso, há a perda que é causada por ligações irregulares e que é significativo especialmente nos grandes centros urbanos – completou Ricardo.

A engenheira do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE), Rosane Coimbra, lembrou que a sociedade precisa se conscientizar e fazer a troca de seus equipamentos em suas residências.

- É algo parecido com o que aconteceu quando fabricantes passaram a fazer equipamentos que consomem menos luz. Hoje existem inúmeras opções como válvula de descarga com acionamento duplo, reguladores de pressão, chuveiro economizador, cuba acoplada ao vaso sanitário entre outros – disse.

Apesar de iniciativas caseiras ajudarem no estoque e armazenamento de água, há uma preocupação simultânea já que em alguns casos observou-se o aumento dos índices de presença da larva do mosquito da dengue, atraídos pela água parada sem os cuidados necessários. A responsável pela Assessoria de Educação Ambiental da Corsan, Alice Cardoso, destacou ainda que essas iniciativas são positivas, mas não serão suficientes se não houver uma mudança cultural.

- Precisamos repensar o consumo. Não é porque temos água acondicionada que vamos manter hábitos de lavar a calçada, por exemplo, ou desperdiçar a água - afirmou.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o consumo mundial da água dobra a cada 20 anos. A população do planeta cresceu 3 vezes e o consumo de água se multiplicou por 6.