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Abes-RS saúda escolha do saneamento básico como tema da Campanha da Fraternidade 2016

19/02/2016

Tratamento de água e esgoto, controle de pragas e drenagem de águas pluviais devem pautar as discussões pelas próximas semanas

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção RS (Abes-RS) recebeu com entusiasmo a temática da Campanha da Fraternidade 2016, que tem como abordagem "Casa comum, nossa responsabilidade", destacando a importância do saneamento básico.

- Falar sobre saneamento básico é ter cuidado com o planeta e o nosso lar. Para nós, a decisão de fazer esta campanha é importante para promover a discussão de um assunto significativo para todos os cidadãos - comenta o diretor da Abes-RS, Darci Barnech Campani.

O diretor afirma ainda que o Brasil precisa investir de forma contínua e, não apenas, em casos pontuais, como tem ocorrido nos últimos anos. No entanto, campanhas como estas trazem esta pauta para todos os brasileiros.

- O Brasil viveu 507 anos sem lei para regulamentar o saneamento básico. A Lei aprovada em 2007 aponta para a sua universalização, ou seja, garante a coleta e tratamento de esgoto, dos resíduos e drenagem urbana para todos os brasileiros - explica Campani.

A falta de investimento neste setor, ainda de acordo com o diretor da Abes-RS, envolve decisões políticas. O Plano Nacional de Saneamento obriga a criação dos planos municipais, que ainda são deixados de lado pelos prefeitos. Paralelamente, o próprio plano nacional não conseguiu prever a universalização do serviço sanitário pelos próximos 20 anos, mesmo com a aplicação de 508 bilhões previstos no Plano Nacional. As razões, de acordo com Campani, são a falta de investimentos no setor, que inclusive lecou a redução de cursos de engenharia sanitária no Brasil, passando de 12 para 2 qualificações em todo o país. Hoje, é possível ver novos cursos serem abertos, permitindo a formação de mais profissionais na área.

O presidente da Abes-RS, Alexandre Bugin, destaca que a campanha expõe a situação precária do saneamento básico no Brasil. Segundo ele, esse é um dos motivos para a proliferação do mosquito Aedes aegypti no país.

- Nós, da Abes-RS, estamos nos engajando e participando de campanhas educativas para ajudar na prevenção e no controle dos focos do mosquito. Queremos alertar especialmente para o adequado suprimento de água potável, a manutenção da efidiência dos sistemas de drenagem e um bom serviço de limpeza urbana, como formas de evitar os potenciais focos - relata Alexandre Bugin.

Uma das ações pensadas pela Abes-RS é montar um grupo de trabalho interno para realizar uma interlocução com entidades e aliar-se ao esforço nacional de enfrentamento a ameaça do Zika vírus.

Sob a responsabilidade do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), estão previstas pela Campanha da Fraternidade discussões sobre o abastecimento de água dos municípios, controle de pragas e drenagem de águas pluviais. Para Campani, temas como este, chegam a todos os lares independente de religião.